quinta-feira, 9 de junho de 2011

Cotidiano na pré Historica

A maioria dos astecas vivia como os índios de hoje, nas mais remotas aldeias do México. A família morava numa casa simples, feita de adobe ou pau-a-pique e coberta de sapê. O pai trabalhava nos campos com os filhos mais velhos. A mãe cuidava da casa e treinava as filhas nos afazeres domésticos. As mulheres passavam a maior parte do tempo moendo milho numa pedra chata, a metate, e fazendo bolos sem fermento, as tortillas. Também fiavam e teciam. Os alimentos preferidos eram a pimenta, o milho e o feijão - que produziam em larga escala para consumo. As roupas eram feitas de algodão ou de fibras das folhas de sisal. Os homens usavam tanga, capa e sandálias. As mulheres trajavam saias e blusas sem mangas. Desenhos coloridos nas roupas revelavam a posição social de cada asteca. Os chefes de aldeia usavam uma manta branca e os embaixadores carregavamum leque. Em geral, os sacerdotes se vestiam de negro.


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Religião Pré historica

Perceber os principais aspectos da religião, tendo em vista a sua relevância na formação e desenvolvimento desde o primeiro momento da pré-história é de extrema importância para um entendimento sobre o pensamento abstrato que posteriormente será denominada de religião primitiva.

Pois bem, o presente estudo tem como principal meta, analisar e refletir sobre a importância e relevância da religiosidade primitiva para a vida do homem pré-histórico. Pois bem, de antemão é valido ressaltar que, ao abordarmos historicamente sobre a Pré-História dos homens é de fundamental importância que se aceite a incapacidade se ter uma certeza absoluta sobre esse período e ao mesmo tempo informar ao próprio leitor que a pesquisa aborda sobre um terreno de dúvidas e incertezas apenas iluminadas, basicamente por hipóteses concluídas via achados pesquisas arqueológicas e também por testemunhos feitos através de comparações feitas com a atualidade.

Nesse contexto, ao lançar um olhar mais crítico sobe a realidade que o cerca, o homem primitivo desenvolve uma reflexa, ou melhor, uma capacidade de expressar, através de seus sentidos, uma tradução simbólica para a sua realidade material, observando a mecânica harmoniosa da natureza e também as suas próprias contradições. Aos poucos a imaginação torna o homem um criador nato de sua existência. Eis que é despertado o seu imaginário, seja nas partes obscuras e inacessíveis das cavernas, esboçando os primórdios da Arte, seja nos rituais totêmicos animistas ou também nas praticas mortuárias de sepultamento ou colecionando crânios de seus antepassados.

E assim é desenvolvido não só o espírito religioso, mas também o próprio Homo Religiosus, dotado de todos os valores que regem a vida e o sentimento religioso. Onde nas mais diversas manifestações, a sacralidade religiosa se contrapõe a uma realidade profana, secular, prática e material. O sagrado surge, frente a todos os mistérios da vida, da morte, da natureza, da gênese da humanidade e da própria natureza.

Aspectos Históricos da Religiosidade na Pré-História.

Entender um período histórico à luz das relações criadas entre a humanidade e as diversas manifestações do sagrado inerente a vida cultural é algo bastante valoroso para a formação de uma visão histórica baseada em concepções para além das interpretações materialistas da própria historiografia. É válido ressaltar que, para uma mais qualificada sondagem cientifica, o presente estudo sobre a compreensão do que vem a ser a religiosidade e a crença para a vida humana será direcionado sobre o mundo das sociedades primitivas inseridas na Pré-História dos homens.

Sendo assim, focalizar a importância da religiosidade no processo histórico, é uma condição de singular necessidade, principalmente porque, somente a partir daí é que conseguimos visualizar que a maioria dos homens na maior parte dos tempos tem vivido em dois meios – o natural e o sobrenatural, nesse contexto, é através de tal abstração é que podemos ver a precisão do ser humano em pensar sobre a sua realidade a partir da necessidade de que a vida faça sentido. É justamente por isso que podemos constatar que a experiência religiosa tem uma magnitude singular, devido a sua permanência constante na vida humana.

Pois bem, quando nos voltamos para o homem pré-histórico, tem-se o conhecimento que o mesmo contém em suas estruturas psicológicas, uma fé viva na natureza, uma vez que ela será a sua maior sustentação do esclarecimento das relações dele com o mundo. Nesse contexto, podemos analisar tendo como a fundamentação histórica e evolutiva do homem, o predicado mais relevante, que diferiu profundamente o ser humano dos demais animais, ou seja, ao tornar-se um “inventor” do seu mundo, o homem cria o seu método de adaptar-se ao meio, não apenas agindo como um receptor dos fatos naturais, mas agora, com o seu sistema simbólico e cultural, ele consegue transformar toda sua realidade, tendo em vista o seu modo de enxergá-la.

Segundo a psicanálise, a cultura é uma criação humana voltada para o surgimento de subsídios mentais proveniente dos desejos humanos. Nesse sentido, pode-se aceitar que a busca pelo conhecimento sobre o seu redor é uma meta muito notável no decorrer de toda a vida humana. Pois bem, sabe-se que, em muitos casos a criação de um sistema simbólico de explicação ao concreto, surge devido ao fracasso na realização desse desejo de cognição. Eis que surge o sentimento religioso, como uma teia de símbolos e significados, uma rede de desejos, a abstração mais fantástica de uma busca sobre a transubstanciação de um mundo natural cercados por tantas incógnitas.

É nessa ótica que enxergamos toda grandeza que a religião natural tem sobre o homem do mundo primitivo. E como ela é tão útil para a compreensão do modo de vida do seu próprio criador. Segundo o filósofo espanhol Ortega y Gasset:
O homem sempre tem que fazer alguma coisa para manter-se na existência, mas antes de fazer alguma coisa o homem tem que decidir por sua conta e risco, o que ele vai fazer. Porém para essa decisão, tornar-se impossível se o homem não possui algumas convicções sobre o que são as coisas em seu redor ou sobre os homens.

Não sei se o filósofo citado um dia imaginou que a sua obra seria a fundamentação para uma pesquisa de abrangência histórica, tendo em vista a crença em uma força natural e misteriosa que envolvia as primeiras sociedades primitivas, porém, é certo perceber que a sua abordagem filosófica, muito contribuiu na fundamentação inicial desse estudo. Pois como já foi citado anteriormente temos que ter arraigado em nossa mente que a idéia fundamental para a realização dessa sondagem científica, nada mais é que, a criação de um mundo sobrenatural, na qual está inserido todos os desejos e todas as angustias que o homem carrega consigo no interior de sua existência. É nesse mesmo universo abstrato que encontramos as explicações mais plausíveis para a compreensão do mundo pré-histórico.

As crenças constituem a base da nossa vida, o terreno sobre o qual acontece. Porque elas nos colocam diante do que é a realidade mesma. Toda nossa conduta, inclusive a intelectual, depende de qual seja o sistema de nossas crenças autênticas. Nelas vivemos, movemo-nos e somos. Por isso mesmo não costumamos ter consciência expressa delas, não as pensamos; elas atuam latentes, como implicações de quanto fazemos e pensamos.
Ortega Y Gasset – Ideas y creencias

A citação a cima é basicamente, uma fundamentação na qual analisamos para ter um entendimento maior sobre a vida cotidiana do mundo pré-histórico, logicamente que ainda não contamos com métodos tecnológicos tão modernos para nos proporcionar uma viagem ao tempo, mas, tendo em vista, as hipóteses sobre a existência de certas praticas ritualísticas, sacrifícios e cerimônias de sepultamentos encontrados através de certos vestígios arqueológicos e também sobre um estudo sistemático sobre a mitologia primitiva, notamos claramente a grande influencia que a natureza (a religião natural) com todo o seu mistério influenciava bastante a vida cotidiana das tribos existentes nesse período.

A religião é uma necessidade de segurança que o homem pré-histórico tinha para manter em sua existência um significado, um sentido. Ou seja, é justamente por esse aspecto que, buscamos também estudar a importância do surgimento e a importância da linguagem nesse processo, ou seja, para o ser humano não basta apenas o entendimento, ele necessita também em explicar a sua realidade, fato esse que se comprova devido a todo o simbolismo da mitologia e das pinturas rupestres encontradas através dos vestígios arqueológicos.

De um modo geral, quase todo o saber humano é baseado na crença. Nossos ancestrais já procuravam modos de expressar o fascínio pelos mistérios da criação deificando a Natureza. Mas a universalidade do pensamento humano, com suas metáforas e simbolismos ao longo dos séculos na busca da solução, da explicação para a Verdade Eterna e para os enigmas e paradoxos da vida presente, esbarra na nossa visão polarizada (o natural e o sobrenatural) da realidade. E a solução encontrada para se compreender essa visão da realidade pelos vários povos primitivos foi essencialmente religiosa.

Diante dessas análise, ao estudarmos sobre os aspectos da religiosidade do período anterior a criação da escrita é penetrar em uma gama de interpretações sobre fontes apercebidas em uma fraca penumbra. Nesse contexto, todas as afirmações existentes sobre tal período e principalmente sobre a metafísica da arte e da religião são baseadas em meras hipóteses. Concedendo assim, a Pré-História como um campo bastante vasto para uma gama de construções e desconstruções teóricas sobre o tema.

Enfim, afirmar algo sobre determinado estudo, baseando-se apenas nos vestígios dos povos dessa época tão distante seria uma tarefa de suma sensibilidade com o que viria a ser o fato verossímil ocorrido nos tempos vividos na Pré-História. Nesse contexto, foi reforçado ainda mais um embasamento teórico na pesquisa sobre a teoria da religiosidade, tendo em vista a manifestação do sagrado e do profano. Procurando assim, entender o homem pré-histórico, tendo em vista as suas semelhanças com a humanidade contemporânea.

Sabe-se que há 35.000 anos, os Homo Sapiens possuíam o mesmo sistema nervoso que nós, as mesmas faculdades de síntese e de abstração, e não são mais primitivos do que nós. Eles fazem parte da mesma Humanidade. É claro que tem um contexto histórico e um modo de conceber o mundo, sem dúvida, diferente do nosso, mas não necessariamente inferior. Logo, muito podemos interligar entre nossos juízos religiosos com os juízos existentes na Pré-História.

Uma vez que, de acordo com Mircea Eliade (1967), para conhecer o universo mental do Homo Religiosus é necessário levar em conta essencialmente os homens das sociedades primitivas, mesmo que pareça excêntrico para nós, homens modernos, ou até mesmo aberrantes. Porém, ao contrário do que muitos podem pensar, é exatamente no universo misterioso da Pré-História que estão apontados todos os valores que regem a vida e o sentimento religioso.

Considerações Finais:

No estudo, a magnífica saga do animal humano em torno de seu espaço físico, seria inevitável aceitar sempre que ao se desenvolver freqüentemente em uma longa escala evolutiva, os homens sempre atuavam como “inventores do mundo”. Foi nesse processo de criação que a psicanálise, o homem faz da sua cultura a concretização do inconsciente, tornando o real passível de entendimentos. Decorrente da pesquisa observa-se que uma das principais funções da religião seria a praticidade da qual ela faz sentido na vida dos homens. Nesse contexto, o estudo não se limita apenas em abordar a Pré-História dos homens como um período marcado pelas força econômicas ou materiais. Tendo como objetivo primário a reflexão, não somente como o homem se organiza, e sim tendo um conhecimento cientifico sobre o homem pré-histórico. A religião, sem dúvida, é algo humano, uma vez que, toda expressão religiosa surge através de um símbolo, ideogramas, mitos etc. Sendo considerados como realidades verossímeis. Na continuidade do estudo científico, aceita-se a idéia do sagrado e do profano como fenômeno religioso da Pré-História, uma vez que, tendo em vista a análise sobre vestígios arqueológicos de períodos remotos, é fato que interpretar a existência de uma concepção de dois mundos, o secular e o religioso, é bastante aceitável. Em seu término, é constatado pelo presente estudo que a natureza do espírito religioso, embora contribua para a formação de um ambiente sagrado e outro profano, constitui também com base fundamental na vida social do homem primitivo, observando que, seria a religião primitiva a primeira base de uma representação coletiva atrelando o sentido de suas praticas religiosas, necessidades de superação e materiais imediatas.

O homem, assim como todas as suas concepções de sagrado, primitivo possui uma riqueza inestimável que contribui e enriquece a formação de grandes civilizações do mundo antigo. Nesta observação, fica claro que, seja no continente africano, americano ou asiático, as manifestações de cunho sagrado e seu desenvolvimento (mitologias, fábulas e pinturas) é inerente em todos os caminhos. Algo que estava impregnado nesses homens. Sendo assim, através da pesquisa e seu direcionamento para os temas abordados, ficou claro o que foi a possível religião durante o período pré-histórico.


Casamento pré historico Feminino


A figura feminina na Pré-História tinha um enorme peso nas sociedades de todo o mundo. Não eram sociedades matriarcais, e sim matricêntricas, pois a mulher não dominava, mas as sociedades eram centradas nela por causa da fertilidade.Assim, pela sua inexplicável habilidade de procriar, as mulheres eram elevadas à categoria de divindidades.Os vestígios paleolíticos revelam que o feminino ocupava um lugar primordial, pois deste período foram encontradas estatuetas femininas, pinturas e objetos, que cultuavam a mulher como um ser sagrado.
A divisão do trabalho nas sociedades primitivas ocorreu entre os dois sexos, cabendo ao homem a caça e a pesca, e à mulher a coleta de frutos, evoluindo posteriomente para a cultura da terra.

2. A MULHER NO EGITO;

A mulher No Egito possui um status pivilegiado em comparação ao de outras mulheres das civilizações antigas, dado pela igualdade entre os sexos como um fato natural, sendo comum atribuir similar importância a filiação paterna e a materna.
A visão da mulher institucionalizada no Antigo Egito aparecia claramente em alguns textos chamados de Instruções de Sabedoria, neles se estabeleciam a maioridade feminina, que quando atingida possibilitava a escolha do marido mediante ao consentimento paterno. Quando casadas podiam intervir na gestão do patrimônio familiar.
Em relação ao trabalho, a tecelagem constituía uma ocupação reservada ao sexo feminino, competindo-lhe tosquiar as ovelhas e tecer a lã, podendo também trabalhar na ceifa de trigo, no preparo da farinha e da massa do pão. Enquanto que as mulheres mais pobres trabalharam em grandes obras de construção pública.

3. A MULHER NA GRÉCIA;

A sociedade grega do Período Clássico, era equiparada a um clube dos homens, pois estes não permitiam o acesso da mulher ao saber, desvalorizando tudo que dizia respeito a ela, inclusive a beleza. Nem a maternidade escapava da desvalorização sistemática, sendo as mulheres vistas apenas como receptoras da semente masculina. Segundo aristóteles, cabia aos homens produzir o esperma, a causa eficiente da geração.
A inferioridade da mulher pode ser atestada pela Política de Aristóteles, que a justificativa em virtude da não plenitude na mulher da parte racional da alma.
Em Atenas, uma jovem podia até casar-se sem dote, mas só em casos excepicionais; parece mesmo que a existência do dote era o sinal que permitia a distinção entre o casamento legítimo e o comcubinato. O objetivo fundamental do casamento era a reprodução.Pois a mulher , apesar de efetivamente não ser uma cidadã, trasmitia a cidadania aos filhos.

Em Esparta, observa-se que as mulheres pareciam ter uma "liberdade" maior que as Atenienses.Inclusive, Aristóteles faz duras críticas ao comportamento das mulheres Espartanas chamando-as de licenciosas, depravadas e luxuriosas. acusava-as principalmente, de mandarem nos maridos.

4.A MULHER NA IDADE MÉDIA;

A Igreja Católica medieval considerava a mulher como causa e objeto do pecado, pois tinha como referência a idéia do pecado original, cometido por Eva. assim, sendo, era considerada a porta de entrada para o demônio. Só não eram consideradas assim quando eram virgens, mães, esposas, ou quando viviam no convento.
Estes conceitos estão presentes no Cristianismo desde os primórdios. A fraqueza associada à carne estava intrinsecamente ligada a figura feminina. E vários foram os filósofos que assim concordavam. As mulheres eram vistas como criaturas débeis e suscetíveis às tentações do diabo, logo deveriam estar sempre sobre tutela masculina.
A Idade Média, também, foi palco de uma das maiores perseguições contar a mulher. A "Caça as Bruxas" foi um movimento pelo qual a Igreja, através do Santo Ofício (inquisição), caçou os rituais pagãos  que tinham a mulher como base da fertilidade e o corpo feminino como centro da vida. Contra esse movimento a igreja Católica comandou um massacre chegando ao ponto de em um único dia executar três mil mulheres.

5. A MULHER MODERNA NO BRASIL

O papel da mulher no Brasil colônia  era especialmente restrito ao ambiente familiar e doméstico, pois o sistema patriarcal desenvolvido na colônia portuguesa na América restringia-lhes "ao bom desempenho do governo doméstico e na assistência moral à família, fortalecendo seus laços". A repressão à mulher consolidava-se com a subserviência com a qual tinham que tratar os homens, sob a alegação que eles lhe provinham o sustento.
Durante o Império, a lesgilação estendeu o direito ao ensino primário às mulheres, mas na prática ela continuavam excluídas.A mulher no período Colonial praticamente permaneceu nas mesmas condições que se encontavam no período anterior, sofrendo pouca evolução.

6. A MULHER CONTEPORÂNEA BRASILEIRA;

A conquista social da mulher é limitada a determindados países e classe sociais. Sendo o maior preconceito vivenciado pelas mulheres no mercado de trabalho.
A remuneração, não acompahou o crescimento profissional feminino, mesmo conseguindo uma escolaridade superior à dos homens, as mulheres ainda ganham bem menos.
Não haverá desenvolvimento social e econômico com justiça se não houver igualdade de oportunidades para homens e mulheres, direitos e deveres para todos sem discriminação.
As brasileiras estão cada vez mais numerosas nas escolas, no mercado de trabalho e no comando das famílias, ainda buscam seus príncipe e querem ser femininas, delicalidas sem serem submissas.
A nova mulher busca conquista no ramo do trabalho, passando dessa forma a exigir mais nas qualidades de um homem, pois hoje não são submissas, nem inferiores a eles. Elas conquistaram a licença maternidade, o direito ao aborto - em alguns países- e leis sérias contra o assédio sexual.


Lingua àrabe

Aqui vai uma lista de palavras que podem ser usados por todo o país. Lembro que nas montanhas muita gente só fala berbére, e, não sabe o que quer dizer maior parte das palavras que aqui estão. por isso se usar “ladide” para dizer que está delicioso nas montanhas do Atlas e as pessoas não entenderem não fique admirado. Use “iátefute”… :)
Estas palavras e frases estão escritas com a fonética portuguesa e não transcritas correctamente do árabe para a língua portuguesa, por isso tente ler como se as lêsse em português.
O árabe em Marrocos só usa cerca de 48% do árabe clássico por isso há uma grande diferença. Em principio só as pessoas que foram à escola e universidade falam árabe clássico, e, como há uma grande taxa de analfabestismo, não pense em se safar com as suas aulas de árabe clássico… até mesmo os números que são práticamente iguais, vão ser difíceis de entender pela gande diferencia de pronúncia: “3″ por exemplo, em árabe clássico diz-se “Thalatha” ( com o th a ser uma letra que se diz +- à sopinha de massa com a língua a tocar nos dentes da frente ), e em árabe marroquino diz-se “Tletá”. Escrito para as duas línguas é “ثلاثة”.

Como vai isso?

la bas?

Está tudo bom?

Kul-chi birrére?

Pão

Róbe-se

Água

Lemá

Está tudo bem?

Kul-chi meziane?

Números

  1. Uá-hide ( deitar o ar fora quando se diz o “h” )
  2. Juje
  3. Tleta
  4. 4Ár-bá-á
  5. Ram-sá
  6. Stá
  7. Sbá-á
  8. Temânia
  9. Tisá
  10. Áchará

Vem cá

Aji

Vai-te embora

Sir

Saiam da frente, cuidado

Balik

Vamos?

Andú?

Laranja

Limone

Onde estás?

Fin’rák?

Cultura Árabe Tradições /Costumes


Os hábitos alimentares dos muçulmanos são restritos pelas leis do Alcorão: a bebida alcoólica não é permitida, assim como a carne de porco pois ele é um considerado um animal impuro. Desta forma o consumo de carne de carneiro é predominante entre eles.
Almoço durante o ramadã
Durante as comemorações religiosas, como o Ramadã, o jejum é rigoroso e até mais longo do que o dos judeus. Não se pode comer e beber durante o dia. As refeições noturnas, então, são um banquete. Já os árabes cristãos seguem hábitos alimentares ocidentais, sem restrições.
Entre os árabes é costume se servirem de um café da manhã farto, que inclui pão com ovos, frutos e vegetais frescos, mel, nozes ou iogurte.
As refeições são verdadeiros rituais, demoram-se a mesa, que apresenta uma grande variedade de pratos servidos em pequenas porções. São os mezzés, ou antepastos árabes, sempre acompanhados de pão pita e áraque, bebida típica à base de anis. Em seguida vem os doces e por fim café árabe ou chá preto com hortelã.
Eles adoram receber, em todos os lares enquanto a mesa estiver posta, as portas das casas permanecem abertas. Todos que chegam são convidados a se sentar. Segundo a tradição a mesa deve conter ao menos o dobro da quantidade de iguarias suficientes para alimentar os convidados. Esses, por sua vez, devem comer mais do que o habitual para demonstrar satisfação e agradecer a hospitalidade.



















 

A AROMÁTICA E COLORIDA COMIDA DAS ARÁBIAS

 
A Cozinha
 
Na cultura árabe, a comida representa uma importante base para a comunicação, e as refeições são o centro dos encontros familiares e círculos sociais.

A variedade de sua culinária é enorme e, embora não exista, de fato, o que denominamos de "cozinha árabe", por tratar-se de vários países árabes, podemos descobrir a riqueza e a peculiaridade dessas diversas cozinhas que imprimem suas tradições e História na gastronomia da região. Um bom exemplo disso, é o carneiro assado da Arábia Saudita, que é resultado claro dos hábitos dos beduínos nômades dedicados ao pastoreio.

Se voltarmos no tempo e percorrermos a História da culinária árabe, saberemos, por exemplo, por que os povos dessa região têm na carne a base de sua alimentação, enquanto outros alimentos são consumidos em menor proporção, como as frutas frescas e hortaliças, ou, como os peixes ou frutos do mar, são muito raros em suas mesas.

Entretanto, nos países islâmicos, por princípio religioso, o consumo de carne suína é proibido, de forma que, na totalidade das cozinhas árabes, a carne de porco jamais é utilizada. O álcool, também, é proibição rígida do Alcorão, o que, naturalmente, tem efeitos na cozinha árabe, onde todos os pratos são preparados sem álcool.

Encontraremos, também, o leite de cabra e de camelo e o gosto pelas especiarias, como acontece na elaboração da kafta, um tipo de almôndega, aromatizada com elas. A introdução das especiarias na cozinha árabe é resultado direto do comércio que eles faziam no Mediterrâneo e lembram a intensa atividade comercial de uma época.

E é o sabor desses temperos, incorporados em sua cultura culinária ao longo dos tempos, que lhes confere a fama de cozinha aromática. Mas não apenas aromática, também de cozinha visual, que desperta o paladar no alegre colorido de seus pratos, além dos deliciosos aromas. Tudo isso, resultado da utilização de ervas frescas, como  salsa,  hortelã, coentro, alecrim, de condimentos como açafrão, noz moscada e canela, ou outros mais picantes como a harissa – uma pasta feita de pimenta malagueta, muito utilizada em receitas árabes.

Os doces, elaboradíssimos, são geralmente feitos de nozes, amêndoas, frutas secas e mel, e aromatizados com deliciosas essências, como a de rosas e a de flor de laranja, que evocam as “mil e uma noites”. Em alguns países, ainda são usadas as flores de laranja para aromatizar a água que servirá à preparação de pratos.

Comparados à maioria dos doces ocidentais, a doçaria árabe é bem mais acentuada no açúcar, mas cai bem no gosto dos brasileiros, pois se semelham na doçura à confeitaria portuguesa e às nossas compotas regionais e doces de fazenda. Uma iguaria da doçaria árabe muito conhecida no mundo inteiro é a Baklava, torta de massa folhada de origem turca.

A importância dos grãos na culinária da região é enorme. Muitos pratos árabes, alguns deles muito conhecidos de nós, são à base deles, como o já citado falafel e o homus, feito com a pasta de grão-de-bico.

Já o peixe não representa um papel importante na cozinha árabe, pois esse tipo de alimento, sensível, se deteriora extremamente fácil no deserto quente. Somente em regiões ao longo das águas (Golfo Pérsico, Mediterrâneo, Nilo, Mar Vermelho, Oceano Índico) os peixes passam a ter significado.

Tradicionalmente, o pão é consumido em todos os países árabes, servindo, muitas vezes, não só como parte da refeição, mas, também, como substituto do talher. Com ele são pegas, em porções, as comidas degustadas, os molhos são absorvidos e os pratos esvaziados. O trigo,  também, é base para outras iguarias da culinária árabe: o cuscuz (couscous) do Norte da África e o bulgur, que no Brasil familiarmente, chamamos de "trigo para quibe". Ambos, semelhantes no formato, sabor e forma de produção. O couscous é, talvez, uma das mais conhecidas iguarias árabes, produzido com semolina moída e úmida, de trigo, cevada ou milho.

Embora as bebidas alcoólicas sejam proibidas, o Iraque tem tradição milenar no preparo da cerveja, inventada ali, quando aquela região era chamada de Mesopotâmia, e, até bem pouco tempo, mantinham muitas cervejarias artesanais.


Virgínia Brandão


 
  









A AROMÁTICA E COLORIDA COMIDA DAS ARÁBIAS

 
A gastronomia árabe é fruto da riquíssima mescla das tradições do Oriente Médio com as culturas e tradições dos povos e civilizações com que os árabes entraram em contato no curso de sua História. Devemos procurar suas origens nos beduínos do Oriente Médio, em sua alimentação, sempre influenciada pelo deserto que freqüentemente atravessavam.

Embora o mundo árabe se constitua de muitos Estados diferentes, a religião em comum os conecta de forma inexorável. A grande maioria dos árabes é muçulmana e, como tal, seguem a normas alimentares ditadas pelo Alcorão. E, como veremos, o Islã determina muitos detalhes da vida e da cultura dos seus fiéis, influenciando, portanto, de forma decisiva, a exótica e deliciosa "Cozinha das Arábias". 

Cultura Árabe Vestuario

Os turbantes e túnicas usados hoje nos países árabes são quase idênticos às vestes das tribos de beduínos que viviam na região no século VI. É uma roupa que suporta os dias quentes e as noites frias do deserto. A partir do século VII, a expansão do islamismo difundiu esse vestuário pela Ásia e pela África, fixando algumas regras. A religião não permite que os fiéis mostrem em público as partes íntimas para os homens, a região entre o umbigo e o joelho; e, para as mulheres, o corpo inteiro, exceto o rosto e as mãos. Por esse motivo, as vestes não podem ter nenhuma transparência nem serem justas a ponto de delinear o corpo. Essas partes só podem ser vistas pelo cônjuge e alguns familiares. Dentro de casa, portanto, veste-se qualquer roupa. Existem também normas para diferenciar a aparência feminina da masculina. Os homens não devem usar objetos de ouro ou seda.
Vestidos a rigor:
Simbolismo das roupas de origem árabe varia conforme a região.
Icharb:
Na maioria dos países árabes, as mulheres utilizam roupas semelhantes às túnicas masculinas e, na cabeça, um lenço que deixa só o rosto à mostra. O nome deu origem ao francês écharpe.
Xador:
O Alcorão determina que as mulheres se vistam de forma a não atrair a atenção dos homens. Esse mandamento é levado ao pé da letra em países como Irã e Arábia Saudita, onde se recomenda o uso do xador, uma veste que envolve o corpo todo, com exceção dos olhos.
Burqa:
As vestes femininas são conhecidas pelos árabes como hijab, ou cobrimento. As partes do corpo que a mulher deve cobrir, no entanto, variam de acordo com o país. No Afeganistão, o Taleban instituiu o uso da burqa, uma versão radical do xador que cobre até os olhos.
Cafia:
Traje muito comum no Oriente Médio, que consiste em um pano quadrado preso por uma tira chamada egal (também agal, igal ou ogal). Por baixo dela, uma touca prende o cabelo. Sua origem remonta aos beduínos, que a utilizavam como máscara protetora contra o frio e contra tempestades de areia. A cor da cafia e da tira que a prende indicam o país e a região em que a pessoa nasceu. A versão quadriculada em preto e branco, consagrada por Yasser Arafat, é típica dos palestinos.
Abaia:
É uma grande capa de lã. Os beduínos a carregavam em volta do corpo durante o dia e a vestiam à noite para se esquentar. Também a utilizavam, junto com um cajado, para improvisar uma cabana que os protegesse do sol.
Túnica:
A principal peça do vestuário árabe é esse vestido de manga comprida que cobre o corpo inteiro. Ela costuma ser clara e larga para refletir os raios solares, fazer o ar circular e refrescar o corpo durante o dia. O corte e o material variam em cada país, podendo receber nomes como caftan, djellabia, dishdasha ou gallibia.
Cirwal:
Calça larga, usada por baixo da túnica. Acredita-se que foi uma invenção dos persas, adotada pelos árabes a partir do século VII. É feita para permitir a liberdade de movimentos e foi muito utilizada entre soldados e camponeses. Deu origem à palavra ceroula.
Tarbush:
Também conhecido como fez, trata-se de um pequeno chapéu de feltro ou pano, algumas vezes utilizado em conjunto com um turbante. Tornou-se muito popular durante o Império Otomano, quando foi incorporado ao traje oficial do governo.
Ihram:
Durante as peregrinações, como as que todo muçulmano deve fazer à Meca, os fiéis ficam descalços, sem qualquer tipo de adorno e cobertos apenas por duas toalhas brancas. Essa veste, conhecida como ihram, retira do corpo todos os sinais de poder e riqueza para mostrar que todos são iguais perante Deus.
Turbante:
De origem desconhecida, já era utilizado no Oriente muito antes do surgimento do islamismo. Consiste em uma longa tira de pano que, às vezes, chega a 45 metros de comprimento enrolada sobre a cabeça. As inúmeras formas de amarrá-lo compõem uma linguagem: o turbante indica a posição social, a tribo a que a pessoa pertence e até o seu humor naquele momento.

Cultura Árabe Religião

O islã é uma das mais importantes religiões mundiais (a população muçulmana é estimada em mais de 935 milhões), originária da península da Arábia e baseada nos ensinamentos de Maomé (570-632), chamado o Profeta. Segundo o Alcorão, o Islã é a religião universal e primordial. O muçulmano é um seguidor da revelação divina contida no Alcorão e formulada pelo profeta Maomé. Já que, no Alcorão, muçulmano é o nome dado aos seguidores de Maomé (Alcorão 22,78), os muçulmanos sentem-se ofendidos quando são chamados de maometanos pois isto implica a idéia de um culto pessoal a Maomé, proibido no Islã.
Os muçulmanos consideram a Caaba, ao centro da grande mesquita de Meca, o lugar mais sagrado da Terra. A tradição muçulmana diz que os patriarcas Abraão e Ismael construíram o santuário sobre os primeiros alicerces postos por Adão. Todos os muçulmanos do mundo rezam nesta direção e, todos os que não tiverem um sério impedimento, deverão peregrinar à Meca, pelo menos uma vez na vida. Esta imagem mostra a cerimônia na qual os peregrinos devem beijar a Pedra Negra (Caaba). Os fiéis permanecem neste lugar vários dias, celebrando rituais. 

Doutrina e prática 

As duas fontes fundamentais da doutrina e da prática islâmicas são o Alcorão e a sunna (conduta exemplar do profeta Maomé). Os muçulmanos consideram o Alcorão como a palavra "incriada" de Deus, revelada a Maomé através de Gabriel, o arcanjo da revelação. Os islamitas acreditam que Deus, e não o Profeta, é o autor destas revelações. Por isto, o Alcorão é infalível. 

O Alcorão contém as revelações transmitidas a Maomé durante os quase 22 anos de sua vida profética (610-632). A segunda fonte essencial do islã, a sunna ou exemplo do Profeta, é conhecida através dos Hadith, recompilação de tradições baseadas no que disse ou fez o Profeta. Ao contrário do Alcorão, os Hadith não são considerados infalíveis. 

O monoteísmo é uma matéria central para o Islã: a crença em um Deus (Alá), único e onipotente. Deus desempenha quatro funções fundamentais no Universo e na humanidade: criação, sustentação, orientação e julgamento, que se conclui com o dia do Juízo, no qual a humanidade será reunida e todos os indivíduos serão julgados de acordo com seus atos. Deus, que criou o Universo por absoluta misericórdia, é obrigado também a mantê-lo. A natureza é subordinada aos homens que podem explorá-la e beneficiar-se dela. Todavia, o último objetivo humano consiste em existir para o "serviço de Deus". 

No que se refere à prática islâmica, cinco deveres — conhecidos como os "pilares do Islã"— são fundamentais: 

– profissão da fé ou testemunho; "Não há nada superior a Deus e Maomé é seu enviado". Esta profissão deve ser feita, publicamente, por cada muçulmano pelo menos uma vez na vida. 
– cinco orações diárias. Durante a oração, os muçulmanos olham em direção à Caaba, em Meca (Makka). Antes de cada oração comunitária, é feita uma chamada pública, pelo muezim, a partir do minarete da mesquita. 
– Pagar o zakat (óbolo), instituído por Maomé. 
– jejum no mês de Ramadã. 
– peregrinação à Caaba, em Meca. Todo muçulmano adulto, capacitado fisicamente e dotado de bens suficientes, deve realizá-la pelo menos uma vez na vida. 

Além destas cinco instituições básicas, o Islã impõe a proibição do consumo de álcool e carne de porco. Além da Caaba, os centros mais importantes da vida islâmica são as mesquitas. 

Islã e sociedade 

O conceito islâmico de sociedade é teocrático, sendo que o objetivo de todos os muçulmanos é o "governo de Deus na Terra". A filosofia social islâmica baseia-se na crença de que todas as esferas da vida constituem uma unidade indivisível que deve estar imbuída dos valores islâmicos. Este ideal inspira o Direito islâmico, chamado sharia, que explica os objetivos morais da comunidade. Por isso, na sociedade islâmica, o termo Direito tem um significado mais amplo do que no Ocidente moderno secularizado, pois engloba imperativos morais e legais. 

A base da sociedade islâmica é a comunidade dos fiéis que permanece consolidada no cumprimento dos cinco pilares do islã. Sua missão é "inspirar o bem e proibir o mal" e, deste modo, reformar a Terra. A luta por este objetivo tenta se concretizar através da jihad (guerra santa) que, se for necessário, pode englobar o uso da violência e a utilização de exércitos. A finalidade prescrita pela jihad não é a expansão territorial ou a tomada do poder político, e sim a conversão dos povos ao Islã. 

História do Islã 

Na época de Maomé, a península da Arábia era habitada por beduínos nômades — dedicados à criação de rebanhos e saques —, e pelos árabes que viviam do comércio. A religião dos árabes pré-islâmicos era politeísta e idólatra, embora existisse uma antiga tradição de monoteísmo. Maomé foi precedido por oradores monoteístas, mas com pouco êxito. Pertencente ao clã Haxemita, da tribo beduína Curaichita, Maomé iniciou seu ministério aos 40 anos, quando começou a pregar em Meca, sua cidade natal. Depois de quatro anos, convertera cerca de 40 pessoas. Hostilizado pelos outros habitantes que viam naquele discurso monoteísta uma ameaça aos lucros obtidos com as caravanas que paravam em Meca para reverenciar ídolos locais, Maomé acabou fugindo para Medina, em 622. A partir deste acontecimento, conhecido por Hégira, inicia-se o calendário islâmico. Na ocasião de sua morte, em 632, Maomé já era o dirigente máximo de uma religião que ganhava poder com grande rapidez. 

A primeira escola importante de teologia islâmica, a mutazilita, surgiu graças à tradução das obras filosóficas gregas para o árabe, nos séculos VIII e IX, e ressaltava a razão e a lógica rigorosa. A questão da importância das boas ações continuava, mas a ênfase principal era na absoluta unicidade e justiça de Deus. Os mutazilitas foram os primeiros muçulmanos a adotar os métodos filosóficos gregos para difundir suas idéias. Alguns de seus adversários utilizaram os mesmos métodos e o debate resultou no movimento filosófico islâmico, cujo primeiro representante importante foi al-Kindi (século IX), que tentou conciliar os conceitos da filosofia grega com as verdades reveladas do islã. No século X, o turco al–Farabi foi o primeiro filósofo islâmico a subordinar revelação e lei religiosa à filosofia. Defendia que a verdade filosófica é idêntica em todo o mundo e que as diversas religiões existentes são expressões simbólicas de uma religião universal ideal. No século XI, o filósofo e médico persa muçulmano Avicena (Ibn Sina) conseguiu a mais sistemática integração do racionalismo grego com o pensamento islâmico. Averroés, o filósofo e médico ibero-muçulmano do século XII, defendeu os conceitos aristotélicos e platônicos e converteu-se no filósofo islâmico mais importante da história intelectual do Ocidente. 

A estagnação da cultura islâmica depois da Idade Média resultou em uma renovada insistência no pensamento original (ijtihad) e nos movimentos de reforma religiosa, social e moral. O primeiro deste tipo foi o wahabita, nome dado em homenagem a seu fundador Ibn Abd al-Wahhab, que surgiu na Arábia, no século XVIII, e converteu-se no líder de um grande movimento que se integrava com as ramificações do mundo muçulmano. Outros reformistas islâmicos foram marcados por idéias ocidentais como Mohamed Abduh ou Mohamed Iqbal. Embora as idéias modernas estejam baseadas em interpretações plausíveis do Alcorão, os fundamentalistas islâmicos opuseram-se fortemente a elas, sobretudo a partir de 1930. Não são contra a educação moderna, a ciência e a tecnologia, mas acusam os reformistas de difundirem a moralidade ocidental. Por fim, o ressentimento que os muçulmanos sentem pelo colonialismo ocidental fez com que muitos deles relacionassem às culturas do ocidente tudo que seja sinônimo e representação do mal.

Cultura Árabe A Dança

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Precisamos voltar um pouco no tempo para começar nossa reflexão. Um nome pode estar carregado de história e significado...
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A chamada “dança do ventre” (a dança árabe mais conhecida no Ocidente) é uma atividade que sofreu rotulações não apenas por quem a assiste como também por quem executa.


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Começando por seu nome: O nome original desta dança é RAKS SHARQI, que significa dança oriental ou dança do leste. Este nome é uma provável alusão à origem desta dança, que muitos afirmam ter vindo da Índia (que está a leste) e caminhado até o Oriente Próximo. A denominação dança do ventre é ocidental e, se você falar para um árabe que faz dança “do ventre”, ele não vai saber o que é.
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Existem 2 versões para a existência deste nome aqui no Ocidente. A mais provável é que tenha surgido na França, quando o exército de Napoleão voltou do Egito. Tendo visto as bailarinas egípcias, os franceses, tão acostumados com a linguagem do ballet clássico (que trabalha mais as extremidades do corpo, mantendo as linhas do tronco estáticas), ficaram impressionados com os movimentos incessantes do tronco e a chamaram “danse du ventre”.
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Uma outra versão (comentada por Shokry Mohamed no livro La danza Mágica del Vientre) é a que, tendo os americanos entrado em contato com uma argelina que dançava provavelmente o “baladi” (nome popularmente dado a um dos ritmos árabes mais famosos, o masmudi sahir; bastante utilizado pelos camponeses), durante a Feira Internacional de Chicago, em 1888, também ficaram impressionados com os movimentos e fizeram um jogo de palavras com o “belly” (ventre), então: baladi dance = belly dance (dança do ventre).
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Seja como for, são estrangeiros dando nome a uma dança que não conhecem e que os impressiona naquilo que é muito diferente do que estão acostumados: o movimento do ventre (apesar de esta dança trabalhar todo o corpo). Neste exemplo vê-se que o objetivo é classificar o outro no que ele tem de diferente, e reduzi-lo a isso.
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Edward Said foi um grande pensador, que pesquisou a fundo a cultura árabe e suas relações com todo o sistema de valores ocidentais, e alertou para a existência de um sistema de idéias – chamado por ele de orientalista - que trata o Oriente da forma bastante pejorativa, o que leva a visões distorcidas e manipuladoras. Esta corrente de pensamento foi descrita em detalhes no livro Orientalismo - O Oriente como invenção do Ocidente.
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“O Oriente [do orientalista] não é
o Oriente tal qual ele é, mas
o Oriente tal como foi orientalizado” (Said, p.113)
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Ou seja, até o nome da dança foi inventado – modificado – pelos ocidentais. E isso aconteceu de forma sistemática e “científica”, principalmente após a Expedição Egípcia de Napoleão, como descreve Said no referido livro : “O alistamento feito por Napoleão de várias dúzias de ‘sábios’ para sua Expedição Egípcia é muito bem conhecido (...) A idéia dele era formar uma espécie de arquivo vivo para a expedição, na forma de estudos sobre todos os temas feitos por membros do Institut d’Égipte, que ele fundara.” (p. 89)
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A partir do contato dos soldados invasores com a dança oriental, começaram a surgir distorções: as mulheres que dançavam para eles eram profissionais de tabernas e cabarés, dançarinas de rua, que enfatizavam quase que apenas aspectos eróticos da dança, dado o ambiente em que se encontravam. Além disso, existia a visão do observador Ocidental, que procurava colocar nas mulheres que via - ou que imaginava - todas as suas fantasias, carências e preconceitos.
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Até hoje, existe uma visão fantasiosa do Ocidente em relação aos árabes, sua cultura, costumes, religião e estrutura social e, consequentemente, em relação às suas mulheres e sua dança.
Por outro lado, a comunidade árabe pode e deve se manifestar a respeito destas distorções, praticando bastante suas danças, divulgando e também alertando para os possíveis equívocos e desinformações. E os estudiosos dessa cultura também contribuem, no sentido de esclarecer o contexto em que a dança se dá, a real estrutura da sociedade e o papel da mulher e da arte dentro desta.
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Mesmo que a denominação continue sendo dança do ventre: quando anunciei que dava aulas de dança oriental, pensaram que era dança japonesa...! O que faz sentido também... Então continuo usando a denominação que todos conhecem, mas procurando fazer com que seu conteúdo, técnica e intenção estejam próximos dos elementos básicos da cultura e da mulher árabe.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Olhos Maquiagem


Najima Professora de dança do ventre

Roupa adequada a dança do ventre

Medidas de roupa De dança do Ventre

Lenço - Saia  para Dançarinas do Ventre
Cores: azul, preto, vermelho, verde, marrom, amarelo, violeta e cinza
Moedas: Prateado e Dourado Nota Importante:
* Fácil de carregar e leve! Você pode levar o accesorio facilmente na sua bolsa!
* Faz um otimo "barulho" devido as moedas.
Para uma ampliação: Clique aqui para ver melhor o lenço. Tamanho: Este acessório tem 180 cm de comprimento. Você pode ajustar o accesorio no seu corpo.

A rela ção sobre a Dança do ventre

A mais sensual de todas as expressões corporais e uma das mais antigas da humanidade, a Dança do Ventre chegou ao ocidente somente no século XIX. Como seu nome indica, seu encanto concentra-se nos movimentos no ventre e no quadril feminino, ambientados por meio da música árabe.
Apesar dos poucos registros, calcula-se que a Dança do Ventre nasceu nas cerimônias religiosas no Antigo Egito, onde era uma forma de homenagear as deusas da fertilidade. Com a ajuda dos povos nômades e dos viajantes, a dança chegou a outros cantos do mundo, como Grécia, Turquia e França, ganhando novas características e significados. Atualmente, não há mais qualquer relação da dança com a religião; e a bailarina é uma artista.

Como Lavar roupa de Dança do ventre

“Para lavar uma roupa de dança do ventre, véus e saias, nunca se deve lavar a seco ou utilizar sabão em pó, ou muito menos lavar na máquina. A roupa deve sempre ser lavada a mão, sem esfregar ou torcer.
Deve-se dissolver uma pequenina pedra de sabão em um balde cheio de água. A roupa deverá ser mergulhada durante 3 minutos, depois deverá ser retirada e o balde esvaziado. O balde deve ser enchido novamente com água limpa e a roupa deve ser mergulhada novamente para retirar o sabão. Essa operação deve ser repetida quantas vezes precisar e o sabão retirado por completo”.